quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Até quando?

Raramente abandonava a casa de praia, um esconderijo adequado depois da sua peregrinação pelo mundo. Para dormir refugiava-se na rede estendida nos fundos, vida simples, nem animal saberia escolher tão bem.

Não tinha muitos amigos, depois de tantas decepções gostava de viver só. Apenas uma senhora muito simpática o visitava com freqüência. Era de prosa calma e aparência tranqüila, tinha uma filha que morava na cidade e raramente a via.

É difícil aceitar mudanças drásticas, principalmente quando se leva uma vida cheia de sonhos e grandes realizações. Dificilmente aceitaria a alguns anos, mas hoje não. Pessoa madura e sensata, com pensamentos e objetivos simples.

Não sabia qual futuro o aguardava, pensava ter realizado tudo que sonhou e só estava ali a espera da morte.

Continua... ... ...